Review do Make (Integromat) 2026: Vale a Pena para PMEs? Preço e Planos
Se você já perdeu horas copiando dados de uma planilha para outra, respondendo o mesmo e-mail 50 vezes por dia ou transferindo leads manualmente entre sistemas, você sabe o peso que os processos manuais colocam nas costas de uma pequena empresa. Em 2026, automação não é mais luxo de enterprise — é questão de sobrevivência para PMEs.
O Make (antigo Integromat) é uma das plataformas de automação que mais cresceram nos últimos dois anos. Neste review, testamos a versão mais recente do Make em agosto de 2026, analisamos cada plano, os novos recursos de IA, e respondemos a pergunta que não quer calar: o Make vale a pena para pequenas e médias empresas brasileiras?
O Que É o Make (Antigo Integromat)?
O Make nasceu como Integromat em 2016 na República Tcheca — uma plataforma de automação que se diferenciava da concorrência por um editor visual de cenários. Em vez de uma lista linear de "se isso, então aquilo", o Make apresenta seus fluxos de trabalho como um diagrama: você vê cada módulo conectado por linhas, com dados fluindo visualmente entre eles.
Em 2021, a empresa foi adquirida pela Celonis (gigante alemã de process mining) e rebatizada como Make. Desde então, recebeu investimento pesado em IA e hoje oferece módulos nativos para ChatGPT, Claude, Gemini e processamento de documentos com IA.
O conceito central do Make é simples: você cria "cenários" conectando "módulos". Um módulo pode ser "receber um e-mail no Gmail", "filtrar pelo assunto", "extrair dados com IA" e "criar uma linha no Google Sheets". Cada execução de módulo conta como uma operação — e é assim que o Make cobra.
Com mais de 2.000 integrações (Google Workspace, Microsoft 365, WhatsApp Business, OpenAI, Instagram, CRM, ERPs e muito mais), o Make cobre praticamente qualquer stack de ferramentas que uma PME brasileira usa no dia a dia.
Planos e Preços do Make em 2026
O Make cobra por operações (cada módulo executado dentro de um cenário). Um cenário com 5 módulos que roda 500 vezes por mês consome 2.500 operações.
Veja a tabela completa de planos:
| Plano | Preço Mensal | Operações/mês | Ideal Para |
|---|---|---|---|
| Free | US$ 0 | 1.000 | Testes e automações pessoais simples |
| Core | US$ 9 | 10.000 | PME com 5–10 automações leves |
| Pro | US$ 16 | 40.000 | Empresas com fluxos complexos e IA |
| Teams | US$ 29/usuário | Ilimitado* | Agências e times de 3+ pessoas |
| Enterprise | Sob consulta | Ilimitado | Grandes operações, SLA, SSO |
*O plano Teams tem operações ilimitadas, mas o preço sobe conforme o número de assentos. Valores em dólar — conversão para real varia conforme câmbio do dia.
O custo real de uma PME brasileira: com o plano Core a US$ 9/mês (≈ R$ 50), você automatiza coisas como: disparo de e-mails de boas-vindas, notificações de WhatsApp para novos leads, sincronização de planilhas de vendas, e postagem automática em redes sociais. Se precisar de módulos de IA (análise de sentimentos, classificação de leads, geração de respostas), o plano Pro a US$ 16/mês (≈ R$ 90) é o ponto ideal.
Atenção ao modelo de operações: é fácil subestimar o consumo. Um cenário de atendimento ao cliente que recebe 50 tickets/dia, analisa cada um com IA (5 módulos) e gera uma resposta (3 módulos) consome 8 × 50 × 22 dias úteis = 8.800 operações/mês — quase todo o plano Core em um único cenário.
Recursos de IA do Make em 2026
O diferencial do Make em 2026 está nos módulos nativos de IA que transformam cenários simples em fluxos inteligentes. Diferente de ferramentas que apenas "chamam uma API", o Make integra IA como parte natural do cenário visual:
Módulos de IA disponíveis
- OpenAI / ChatGPT: Geração de texto, análise de sentimentos, classificação, extração de dados de e-mails e documentos. Suporte a GPT-4, GPT-4o e GPT-4o-mini (mais barato para tarefas simples).
- Anthropic Claude: Análises mais longas e contextos extensos (até 200K tokens). Ideal para resumir contratos, analisar propostas e processar documentos grandes.
- Google Gemini: Análise multimodal (texto + imagem) nativa — útil para processar fotos de notas fiscais, capturas de tela de pedidos ou catálogos visuais.
- AI Data Transformer: Módulo genérico que usa IA para transformar dados estruturados — converter formatos de data, padronizar endereços, extrair informações de texto não estruturado.
- MCP (Model Context Protocol): Suporte recém-adicionado (final de julho de 2026) que permite conectar agentes de IA personalizados como ferramentas dentro dos cenários do Make. É o caminho para criar fluxos com IA realmente autônomos.
Exemplo prático: e-mail → análise → resposta
Imagine um cenário que: (1) monitora e-mails de clientes, (2) usa Claude para entender o sentimento e intenção, (3) consulta uma base de conhecimento no Google Sheets, (4) usa ChatGPT para redigir uma resposta personalizada, (5) salva tudo no CRM. Isso leva 15 minutos para montar no editor visual do Make — sem escrever uma linha de código.
Make na Prática: 5 Casos de Uso para PMEs
Baseado nos cenários que mais rodam entre empresas brasileiras que usam o Make em 2026:
1. Atendimento ao cliente com IA no WhatsApp
Quando um cliente envia mensagem pelo WhatsApp Business → o Make classifica a intenção com ChatGPT → se for dúvida simples, responde automaticamente com IA → se for complexa, notifica o time humano no Slack com resumo e prioridade.
Economia: 60–80% das perguntas respondidas sem intervenção humana. Custo: ~2.000 operações/mês (dentro do plano Free ou Core).
2. Pipeline de vendas automatizado
Novo lead chega via formulário do site → Make enriquece os dados (empresa, cargo, linkedin) → classifica lead com IA (frio/morno/quente) → cria card no CRM → dispara sequência de e-mails personalizada → notifica vendedor no WhatsApp se lead for quente.
Economia: 5–10 horas/semana de SDR. Custo: ~5.000 operações/mês (Core).
3. Relatórios financeiros automáticos
Extrai dados do sistema financeiro → consolida no Google Sheets → Gemini analisa tendências e anomalias → gera PDF de relatório → envia por e-mail para o financeiro toda segunda-feira 8h.
Economia: 3–4 horas/semana. Custo: ~3.000 operações/mês (Core).
4. Gestão de redes sociais com IA
Post do blog é publicado → Make detecta → ChatGPT gera 3 variações de legenda para Instagram/LinkedIn/Twitter → programa posts no Buffer → cria imagem de quote com DALL·E → publica automaticamente nos horários de pico.
Economia: 4–6 horas/semana. Custo: ~4.000 operações/mês (Core).
5. Onboarding automático de clientes
Contrato assinado (DocuSign) → Make cria pasta no Google Drive → gera e-mail de boas-vindas personalizado com ChatGPT → agenda reunião de kickoff no Google Calendar → cria tarefas no Trello para o time de implementação.
Economia: 2–3 horas/cliente. Custo: ~500 operações/cliente (Core).
Make vs Concorrentes: Zapier, n8n e Pabbly
Em 2026, o mercado de automação movimentou US$ 19,6 bilhões (Gartner) e 80% das empresas já adotaram alguma plataforma. Para PMEs brasileiras, três nomes dominam a conversa:
| Critério | Make | Zapier | n8n | Pabbly Connect |
|---|---|---|---|---|
| Plano de entrada | US$ 9/mês | US$ 19,99/mês | US$ 0 (self-hosted) | US$ 14/mês |
| Integrações | 2.000+ | 7.000+ | 400+ (nativos) | 700+ |
| Interface | Visual (diagrama) | Linear (lista) | Visual + código | Linear (lista) |
| Módulos de IA | ChatGPT, Claude, Gemini, MCP | ChatGPT, ferramentas OpenAI | Todos (via API, node customizado) | ChatGPT (básico) |
| Self-hosted | Não | Não | Sim (gratuito) | Não |
| Curva de aprendizado | Média (2–4 semanas) | Baixa (1–2 dias) | Alta (1–2 meses) | Baixa (1–2 dias) |
| LGPD | SOC 2, servidores EUA/EU | SOC 2, servidores EUA | Total (seu servidor) | Servidores Índia/EUA |
| Melhor para | PMEs com fluxos de 3+ etapas e IA | Automações simples, máxima cobertura de apps | Times técnicos, dados sensíveis, IA complexa | Orçamento fixo, automações de marketing |
Vantagens e Desvantagens do Make
✅ Vantagens
- Editor visual intuitivo: você literalmente vê seus dados fluindo entre módulos. Debugar um cenário é muito mais fácil do que ler logs em texto.
- Custo-benefício imbatível para fluxos complexos: um cenário de 8 passos no Zapier custa 8 "tarefas" por execução. No Make, custa 8 "operações" — mas como o Make cobra menos por operação, sai mais barato para fluxos longos.
- Módulos de IA nativos em todos os planos: até o plano gratuito tem acesso a ChatGPT, Claude e Gemini. Nenhum concorrente oferece isso.
- Roteamento avançado: o Make tem routers, filtros e agregadores que permitem lógica condicional complexa — "se valor acima de R$ 500 faz X, senão faz Y, e agrupa todos os resultados do dia às 18h".
- Comunidade brasileira ativa: cursos no YouTube, grupos de WhatsApp e Telegram com templates prontos em português.
⚠️ Desvantagens
- Curva de aprendizado: a interface visual é intuitiva, mas leva de 2 a 4 semanas para dominar conceitos como routers, iterators, aggregators e data stores. Se você precisa de algo funcionando hoje, o Zapier é mais rápido.
- Faturamento por operação surpreende: muitos usuários subestimam o consumo. Um cenário que você achava que gastaria 2.000 operações pode gastar 15.000 com variações de dados. Sempre monitore o dashboard de uso.
- Menos integrações que o Zapier: com 2.000+ apps, o Make cobre o essencial. Mas o Zapier tem 7.000+. Se sua PME usa ferramentas de nicho brasileiras (sistemas fiscais, ERPs locais), verifique se estão disponíveis antes de assinar.
- Sem self-hosting: ao contrário do n8n, você não pode rodar o Make no seu próprio servidor no Brasil. Para empresas com exigências estritas de LGPD ou dados sensíveis, isso é uma limitação real.
- Suporte ao cliente: o suporte do Make é em inglês e pode levar 24–48h para responder no plano Core. O plano Pro tem resposta em até 8h.
Make Vale a Pena para Sua Empresa? Veredito Final
Depois de testar o Make extensivamente em 2026, aqui está nosso veredito segmentado por perfil:
✅ Vale a pena se:
- Sua empresa tem de 3 a 10 processos manuais que poderiam ser automatizados
- Você precisa de fluxos com lógica condicional (se/então, bifurcações, agregações)
- Você quer integrar IA (ChatGPT/Claude/Gemini) nos seus processos sem programar
- Seu orçamento é de até R$ 100/mês para automação
- Você valoriza uma interface visual e prefere ver o fluxo como diagrama
❌ Não vale a pena se:
- Você só precisa de automações simples de 2 passos (tipo "novo lead no Facebook → adiciona no Mailchimp"). O Zapier é mais rápido e tem mais apps.
- Sua empresa precisa de self-hosting no Brasil por LGPD. Vá de n8n (gratuito, código aberto).
- Você tem equipe de desenvolvedores e precisa de flexibilidade total. n8n com nodes em JavaScript é mais poderoso.
- Seu volume de operações é muito alto (100K+/mês). Nesse patamar, ferramentas enterprise como Workato ou uma solução customizada podem sair mais em conta.
E se você não sabe por onde começar — quais processos automatizar primeiro, como montar os cenários, como integrar IA sem quebrar nada — a Orbitax oferece um diagnóstico gratuito de automação para PMEs. Em 30 minutos, você sai com um plano de ação priorizado.
Perguntas Frequentes
Make (Integromat) é gratuito?
Sim. O Make oferece um plano gratuito vitalício com 1.000 operações/mês, acesso a todos os módulos (incluindo IA) e cenários ilimitados. É suficiente para pequenas automações e testes. Para uso profissional, o plano Core custa US$ 9/mês com 10.000 operações.
Qual a diferença entre Make e Zapier?
A principal diferença está no modelo de precificação e na interface. O Make cobra por operações (cada módulo executado) e oferece um editor visual de arrastar-e-soltar — ideal para fluxos complexos. O Zapier cobra por tarefas (cada trigger+action) e tem interface linear — melhor para automações simples e quem prioriza simplicidade. O Make costuma ser mais barato para cenários com muitos passos.
Make tem integração com ChatGPT e outras IAs?
Sim. Em 2026, o Make oferece módulos nativos para OpenAI (ChatGPT/GPT-4), Anthropic (Claude), Google (Gemini) e um módulo genérico de AI Data Transformer. Também suporta MCP (Model Context Protocol) para conectar agentes de IA personalizados aos seus cenários de automação.
Make funciona em português?
A interface do Make está disponível em português (Brasil). Os módulos, documentação e suporte também têm versões em português. As automações processam texto em português normalmente — incluindo os módulos de IA quando configurados com prompts nesse idioma.
Quanto custa o Make para uma empresa pequena no Brasil?
Uma PME brasileira típica pode começar com o plano Core (US$ 9/mês ≈ R$ 50/mês) que oferece 10.000 operações mensais. Isso é suficiente para automatizar de 5 a 10 processos do dia a dia (disparo de e-mails, atualização de planilhas, integração com WhatsApp Business, etc.). O plano Pro (US$ 16/mês ≈ R$ 90/mês) é recomendado quando a empresa precisa de mais volume ou cenários complexos com IA.
Preciso saber programar para usar o Make?
Não. O Make é uma plataforma no-code com editor visual. Você monta cenários arrastando módulos e conectando-os como peças de LEGO. Porém, para cenários muito avançados (webhooks, APIs customizadas, funções personalizadas), algum conhecimento técnico ajuda — mas não é obrigatório. A comunidade brasileira do Make é ativa e tem cursos gratuitos no YouTube.
O Make é seguro para dados de empresas brasileiras (LGPD)?
O Make é certificado SOC 2 Type II e está em conformidade com o GDPR europeu. Para a LGPD brasileira, a empresa oferece servidores na região EUA e Europa, com possibilidade de acordo de processamento de dados (DPA). Para dados sensíveis, recomenda-se usar o n8n em self-hosted (hospedagem própria no Brasil) como alternativa com controle total sobre onde os dados trafegam.
Fontes
- Make (Integromat): The Complete Guide to AI-Powered Workflow Automation 2026
- Make (Integromat) Review 2026: 7 Honest Truths Before You Buy
- Make Alternatives 2026: Zapier, n8n, Workato Compared
- Make.com Preços 2026: Guia Completo de Custos e Créditos
- n8n vs Zapier vs Make: qual escolher para automatizar em 2026
- Make (Integromat): análise completa e honesta em 2026
Descubra como as IAs percebem sua marca
A Orbitax mede seu AI Recommendation Score™ em 5 plataformas de IA e entrega um plano de ação em 48h.
Quer automatizar os processos da sua empresa com IA mas não sabe por onde começar? →